Técnica Cirúrgica · EPM/UNIFESP

Videotoracoscopia
(VATS)

A cirurgia torácica por vídeo — pequenas incisões, sem afastamento de costelas e recuperação muito mais rápida que a cirurgia aberta tradicional.

Dr. André Miotto · CRM 139035-SP · RQE 58276 · Cirurgião Torácico · EPM/UNIFESP · São Paulo

Como funciona a videotoracoscopia?

A videotoracoscopia — conhecida pela sigla VATS (Video-Assisted Thoracic Surgery) — é uma técnica minimamente invasiva em que o cirurgião opera o tórax guiado por uma câmera de alta definição, sem precisar afastar as costelas nem fazer o corte extenso da cirurgia aberta tradicional (toracotomia).

São feitas de uma a quatro pequenas incisões, geralmente entre 5 mm e 15 mm, por onde entram a câmera e os instrumentos cirúrgicos. A imagem é projetada em alta definição em um monitor, permitindo que o cirurgião visualize a cavidade torácica com grande detalhe, mesmo através de acessos pequenos.

1–4Incisões pequenas, geralmente
5–15mmTamanho típico de cada incisão
SemAfastamento de costelas
1–3Dias de internação, em média

Para quais casos é indicada

A VATS é hoje a técnica padrão para a maioria das cirurgias torácicas que não exigem abordagem aberta. Entre as aplicações mais comuns:

Nem todo caso é indicado para VATS

Tumores muito extensos, aderências importantes de cirurgias anteriores ou envolvimento de estruturas complexas podem exigir cirurgia aberta ou cirurgia robótica. A indicação é sempre avaliada individualmente, conforme o tipo, tamanho e localização da doença.

VATS vs. cirurgia aberta

AspectoCirurgia abertaVATS
Incisão15–25 cm, com afastamento de costelas1 a 4 incisões de 5–15 mm
Dor pós-operatóriaMais intensa e prolongadaSignificativamente menor
Internação5–7 dias em médiaFrequentemente 1–3 dias
Retorno às atividades4–6 semanas2–3 semanas, em geral
VisualizaçãoDireta, campo mais amploEm vídeo, ampliada e em alta definição
Os tempos de recuperação variam conforme o procedimento específico e as condições clínicas de cada paciente — os números acima são médias de referência, não uma promessa de resultado individual.

VATS ou cirurgia robótica?

Ambas são minimamente invasivas e compartilham muitas indicações. Na VATS, o cirurgião manipula diretamente instrumentos rígidos através das incisões, olhando para um monitor. Na cirurgia robótica, ele opera sentado em um console, controlando braços robóticos com instrumentos articulados e visão 3D em alta definição — o que amplia a precisão em dissecções mais delicadas e espaços estreitos. A escolha entre as duas depende do tipo de procedimento, da anatomia do paciente e da disponibilidade da tecnologia no hospital.

Dúvidas sobre a videotoracoscopia

PVATS dói menos que a cirurgia aberta?

Sim. Como não há afastamento de costelas e as incisões são pequenas, a dor pós-operatória costuma ser significativamente menor, com menor uso de analgésicos e recuperação mais rápida.

PVATS serve para qualquer cirurgia de pulmão?

Não. A indicação depende do tipo, tamanho e localização da doença. Casos muito extensos ou com aderências importantes podem exigir cirurgia aberta.

PQual a diferença entre VATS e cirurgia robótica?

Ambas são minimamente invasivas. Na VATS, o cirurgião manipula diretamente instrumentos rígidos. Na robótica, ele opera de um console, com instrumentos articulados e visão 3D — o que amplia a precisão em movimentos complexos.

PQuanto tempo de internação após VATS?

Costuma variar de 1 a 3 dias, dependendo do procedimento e da evolução de cada paciente — geralmente mais curta que a internação após cirurgia aberta equivalente.

PPreciso de dreno depois da VATS?

Na maioria dos casos, sim — um dreno torácico fino é mantido por um período curto e costuma ser retirado ainda durante a internação.

Dr. André Miotto — especialista em cirurgia torácica minimamente invasiva

Responsável pelo procedimento

Dr. André Miotto

Cirurgião Torácico · EPM/UNIFESP
Mestre e Doutor em Cirurgia — UNIFESP
Professor da disciplina de Cirurgia Torácica

CRM 139035-SP  ·  RQE 58276

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