Técnica Cirúrgica · EPM/UNIFESP
Videotoracoscopia
(VATS)
A cirurgia torácica por vídeo — pequenas incisões, sem afastamento de costelas e recuperação muito mais rápida que a cirurgia aberta tradicional.
A técnica
Como funciona a videotoracoscopia?
A videotoracoscopia — conhecida pela sigla VATS (Video-Assisted Thoracic Surgery) — é uma técnica minimamente invasiva em que o cirurgião opera o tórax guiado por uma câmera de alta definição, sem precisar afastar as costelas nem fazer o corte extenso da cirurgia aberta tradicional (toracotomia).
São feitas de uma a quatro pequenas incisões, geralmente entre 5 mm e 15 mm, por onde entram a câmera e os instrumentos cirúrgicos. A imagem é projetada em alta definição em um monitor, permitindo que o cirurgião visualize a cavidade torácica com grande detalhe, mesmo através de acessos pequenos.
Aplicações
Para quais casos é indicada
A VATS é hoje a técnica padrão para a maioria das cirurgias torácicas que não exigem abordagem aberta. Entre as aplicações mais comuns:
Nem todo caso é indicado para VATS
Tumores muito extensos, aderências importantes de cirurgias anteriores ou envolvimento de estruturas complexas podem exigir cirurgia aberta ou cirurgia robótica. A indicação é sempre avaliada individualmente, conforme o tipo, tamanho e localização da doença.
Comparativo
VATS vs. cirurgia aberta
| Aspecto | Cirurgia aberta | VATS |
|---|---|---|
| Incisão | 15–25 cm, com afastamento de costelas | 1 a 4 incisões de 5–15 mm |
| Dor pós-operatória | Mais intensa e prolongada | Significativamente menor |
| Internação | 5–7 dias em média | Frequentemente 1–3 dias |
| Retorno às atividades | 4–6 semanas | 2–3 semanas, em geral |
| Visualização | Direta, campo mais amplo | Em vídeo, ampliada e em alta definição |
VATS ou cirurgia robótica?
Ambas são minimamente invasivas e compartilham muitas indicações. Na VATS, o cirurgião manipula diretamente instrumentos rígidos através das incisões, olhando para um monitor. Na cirurgia robótica, ele opera sentado em um console, controlando braços robóticos com instrumentos articulados e visão 3D em alta definição — o que amplia a precisão em dissecções mais delicadas e espaços estreitos. A escolha entre as duas depende do tipo de procedimento, da anatomia do paciente e da disponibilidade da tecnologia no hospital.
Perguntas frequentes
Dúvidas sobre a videotoracoscopia
Sim. Como não há afastamento de costelas e as incisões são pequenas, a dor pós-operatória costuma ser significativamente menor, com menor uso de analgésicos e recuperação mais rápida.
Não. A indicação depende do tipo, tamanho e localização da doença. Casos muito extensos ou com aderências importantes podem exigir cirurgia aberta.
Ambas são minimamente invasivas. Na VATS, o cirurgião manipula diretamente instrumentos rígidos. Na robótica, ele opera de um console, com instrumentos articulados e visão 3D — o que amplia a precisão em movimentos complexos.
Costuma variar de 1 a 3 dias, dependendo do procedimento e da evolução de cada paciente — geralmente mais curta que a internação após cirurgia aberta equivalente.
Na maioria dos casos, sim — um dreno torácico fino é mantido por um período curto e costuma ser retirado ainda durante a internação.
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Responsável pelo procedimento
Dr. André Miotto
Cirurgião Torácico · EPM/UNIFESP
Mestre e Doutor em Cirurgia — UNIFESP
Professor da disciplina de Cirurgia Torácica
CRM 139035-SP · RQE 58276
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