Diagnóstico Precoce Salva Vidas · EPM/UNIFESP

Câncer de
Pulmão

O tumor mais comum do tórax. Encontrado cedo, o tratamento cirúrgico oferece grandes chances de cura.

Dr. André Miotto · CRM 139035-SP · RQE 58276 · Cirurgião Torácico · EPM/UNIFESP · São Paulo

O que é o câncer de pulmão?

O câncer de pulmão é o crescimento descontrolado de células anormais no tecido pulmonar. É um dos tumores mais frequentes no mundo, e no Brasil ocupa lugar de destaque entre os cânceres que mais preocupam médicos e pacientes.

Existem dois grandes grupos: o carcinoma de células não pequenas (o mais comum, cerca de 85% dos casos) e o carcinoma de células pequenas, que costuma ter comportamento mais agressivo. A boa notícia é que, quando encontrado em estágios iniciais, o tratamento cirúrgico é altamente eficaz e pode levar à cura.

~85%Dos casos são carcinoma não pequenas células
50+Idade a partir da qual o rastreamento é considerado em fumantes
AnualFrequência do rastreamento com TC de baixa dose
VATSTécnica minimamente invasiva de escolha

Os 5 lobos pulmonares — vista frontal esquemática

Pulmão Direito · 3 lobos Lobo Superior Direito (LSD) Lobo Médio (LM) Lobo Inferior Direito (LID) Pulmão Esquerdo · 2 lobos Lobo Superior Esquerdo (LSE) Lobo Inferior Esquerdo (LIE) Uma lobectomia remove apenas um desses 5 lobos — os demais continuam funcionando

Ilustração esquemática, sem fins anatômicos exatos — apenas para visualizar a divisão dos lobos pulmonares.

Sintomas mais comuns

Nos estágios iniciais, o câncer de pulmão frequentemente não provoca sintomas — por isso o rastreamento é tão importante. Quando os sintomas aparecem, podem incluir:

  • Tosse persistente que não melhora
  • Tosse com sangue (hemoptise)
  • Falta de ar progressiva
  • Dor no peito
  • Rouquidão
  • Perda de peso sem motivo aparente e cansaço fora do comum
  • Infecções pulmonares de repetição, como pneumonias que sempre "batem no mesmo lugar"

Quando procurar avaliação

Qualquer tosse com mais de três semanas sem explicação clara, sangue na tosse ou falta de ar progressiva merece avaliação médica — especialmente em fumantes ou ex-fumantes.

Rastreamento: quem deve fazer?

Fumantes ou ex-fumantes acima de 50 anos, com carga tabágica significativa, devem considerar o rastreamento com tomografia de tórax de baixa dose anualmente, mesmo sem sintomas. Essa é hoje a principal estratégia comprovada para detectar a doença em estágio inicial, quando o tratamento é mais eficaz.

Os principais exames diagnósticos são: tomografia computadorizada de tórax, broncoscopia, biópsia guiada por tomografia e PET-CT para estadiamento — este último define se e como a doença se espalhou, orientando todo o plano de tratamento.

📊 Calculadora de Carga Tabágica (Maços-Ano)

Ferramenta educativa para ajudar a entender se seu histórico de tabagismo se enquadra no perfil geralmente considerado para rastreamento. Não substitui avaliação médica.

0maços-ano

⚕️ Calculadora educativa baseada na fórmula padrão (cigarros/dia ÷ 20 × anos fumando). Não configura diagnóstico nem substitui avaliação médica individualizada. A indicação de rastreamento depende também da idade, do tempo desde a parada (para ex-fumantes) e de outros fatores avaliados na consulta.

Cirurgia: opção principal em casos selecionados

Em pacientes selecionados com doença localizada e ressecável, a cirurgia é uma das principais opções de tratamento com intenção curativa. O Dr. André Miotto realiza a ressecção pulmonar principalmente por videotoracoscopia (VATS) e cirurgia robótica — técnicas minimamente invasivas que preservam ao máximo o tecido saudável, causam menos dor e permitem uma recuperação muito mais rápida que a cirurgia aberta tradicional.

EstágioAbordagem principal
Inicial (I–II)Cirurgia — ressecção por VATS ou robótica, em casos localizados e ressecáveis
Localmente avançado (III)Tratamento combinado: quimioterapia, radioterapia e, em casos selecionados, cirurgia
Avançado (IV)Tratamento sistêmico — quimioterapia, imunoterapia e terapias-alvo

Acompanhamento individualizado

O tratamento é sempre planejado de forma individualizada, em conjunto com oncologia quando necessário, e o Dr. Miotto acompanha cada etapa, do diagnóstico à recuperação.

Leia também: Como é feita a cirurgia de câncer de pulmão hoje →

Dúvidas sobre câncer de pulmão

PCâncer de pulmão dá em quem nunca fumou?

Sim, embora seja menos comum. Poluição, radônio, amianto e fatores genéticos também contribuem. Todo nódulo ou sintoma suspeito deve ser investigado, independentemente do histórico de tabagismo.

PQuem deve fazer rastreamento?

Fumantes ou ex-fumantes acima de 50 anos, com carga tabágica significativa, devem considerar tomografia de tórax de baixa dose anualmente, mesmo sem sintomas.

PTosse persistente sempre é sinal de câncer?

Não, a maioria tem causas benignas. Mas tosse com mais de três semanas, sangue na tosse ou infecções pulmonares recorrentes no mesmo local merecem investigação.

PTodo câncer de pulmão precisa de cirurgia?

Depende do estágio e do tipo do tumor. Em pacientes selecionados com doença localizada e ressecável, a cirurgia é uma das principais opções de tratamento com intenção curativa. Em estágios avançados, o tratamento combina quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e, em casos selecionados, cirurgia.

PA cirurgia é sempre aberta e grande?

Não necessariamente. A maioria das ressecções pulmonares é feita por videotoracoscopia (VATS) ou cirurgia robótica — técnicas minimamente invasivas que aceleram a recuperação.

Dr. André Miotto — especialista em cirurgia do câncer de pulmão

Responsável pelo procedimento

Dr. André Miotto

Cirurgião Torácico · EPM/UNIFESP
Mestre e Doutor em Cirurgia — UNIFESP
Professor da disciplina de Cirurgia Torácica

CRM 139035-SP  ·  RQE 58276

Diagnóstico precoce muda o prognóstico

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