Deformidade da Parede Torácica · EPM/UNIFESP
Pectus Escavatum
O "peito escavado" — o esterno empurrado para dentro. Corrigível com a técnica de Nuss, minimamente invasiva, com resultados estéticos e funcionais excelentes.
Entenda a condição
O que é o pectus escavatum?
O pectus escavatum, popularmente conhecido como "peito escavado" ou "peito de sapateiro", é a deformidade congênita da parede torácica mais comum — afeta cerca de 1 em cada 400 pessoas, sendo mais frequente em homens. É causado pelo crescimento anormal das cartilagens costais, que empurram o esterno para dentro, criando uma depressão característica no centro do tórax.
Em casos moderados a graves, essa depressão pode comprimir o coração e os pulmões, causando sintomas funcionais que vão além da questão estética.
Sinais
Sintomas e diagnóstico
Muitos pacientes com pectus leve não têm sintomas além da alteração estética, que por si só já pode causar grande impacto na autoestima — especialmente na adolescência. Nos casos mais profundos, pode haver intolerância ao exercício, cansaço fácil, palpitações, dor torácica e compressão cardíaca com alterações ao ecocardiograma.
Se a deformidade causa constrangimento, dificuldade com exercícios ou qualquer sintoma cardiorrespiratório, vale buscar avaliação especializada. Os exames incluem tomografia de tórax para calcular o Índice de Haller, ecocardiograma e teste de função pulmonar.
O que é o Índice de Haller?
É uma medida calculada a partir da tomografia que quantifica a profundidade da depressão do esterno. Valores mais altos costumam estar associados a maior chance de compressão cardiopulmonar e são um dos fatores considerados na indicação cirúrgica.
Tratamento
A técnica de Nuss
O tratamento cirúrgico padrão é a técnica de Nuss — uma abordagem minimamente invasiva em que uma ou duas barras metálicas são introduzidas através de pequenas incisões laterais e posicionadas atrás do esterno, corrigindo a deformidade imediatamente. É guiada por videotoracoscopia, garantindo segurança na passagem da barra próximo ao coração.
As barras permanecem por cerca de três anos, tempo suficiente para o tórax se remodelar na nova posição. A retirada é feita em um procedimento simples e mais rápido que a cirurgia inicial. Os resultados estéticos e funcionais são excelentes.
Acompanhamento individualizado
O Dr. Miotto acompanha o paciente em todas as etapas — da avaliação pré-operatória à retirada das barras — sempre com total transparência sobre o procedimento e a recuperação.
Perguntas frequentes
Dúvidas sobre pectus escavatum
Não. Casos leves, sem sintomas funcionais e sem grande impacto psicológico, podem ser apenas acompanhados. A cirurgia é indicada quando há compressão cardiopulmonar documentada, intolerância ao exercício ou impacto significativo na autoestima.
A técnica de Nuss tem melhores resultados entre o final da infância e a adolescência — geralmente entre 12 e 18 anos. Adultos também podem ser operados, com planejamento específico.
Há dor no pós-operatório imediato, controlada com analgesia adequada, incluindo bloqueios nervosos quando indicado. O desconforto melhora significativamente nas primeiras semanas.
Cerca de três anos. A retirada é feita em um procedimento simples e mais rápido que a cirurgia inicial.
Uma medida calculada pela tomografia que quantifica a profundidade da depressão do esterno — um dos fatores considerados na indicação cirúrgica.
Responsável pelo procedimento
Dr. André Miotto
Cirurgião Torácico · EPM/UNIFESP
Mestre e Doutor em Cirurgia — UNIFESP
Professor da disciplina de Cirurgia Torácica
CRM 139035-SP · RQE 58276
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