Deformidades da Parede Torácica · EPM/UNIFESP

Pectus Escavatum
e Carinatum

"Peito escavado" e "peito de pombo" — deformidades corrigíveis, com técnicas cirúrgicas consagradas e resultados estéticos e funcionais excelentes.

Dr. André Miotto · CRM 139035-SP · RQE 58276 · Cirurgião Torácico · EPM/UNIFESP · São Paulo

O que são o pectus escavatum e carinatum?

Ambas as condições surgem do crescimento anormal das cartilagens costais durante o desenvolvimento, mas se manifestam de formas opostas: no escavatum, o esterno é empurrado para dentro; no carinatum, é empurrado para fora.

Pectus Escavatum

O "peito escavado" ou "peito de sapateiro" é a deformidade congênita da parede torácica mais comum — afeta cerca de 1 em cada 400 pessoas, mais frequente em homens. Em casos moderados a graves, a depressão pode comprimir o coração e os pulmões.

Pectus Carinatum

O "peito de pombo" ou "peito de quilha" — o esterno se projeta para fora. Mais comum em meninos, costuma se tornar mais evidente durante o estirão do crescimento na adolescência. Raramente causa sintomas funcionais graves.

Corte transversal do tórax — vista superior esquemática

Tórax normal Pectus escavatum esterno deprimido Pectus carinatum

Ilustração esquemática, sem fins anatômicos exatos — apenas para visualizar a direção do desvio do esterno em cada condição.

Sintomas mais comuns

Escavatum

Muitos pacientes com pectus leve não têm sintomas além da alteração estética, que por si só já pode causar grande impacto na autoestima — especialmente na adolescência. Nos casos mais profundos, pode haver intolerância ao exercício, cansaço fácil, palpitações, dor torácica e compressão cardíaca com alterações ao ecocardiograma.

Carinatum

Na maioria dos casos, não causa sintomas físicos — a principal queixa é estética, com a saliência do esterno visível mesmo sob a roupa. Alguns pacientes relatam dor local nas cartilagens costais e dificuldade para dormir de bruços. O impacto psicológico, especialmente em adolescentes, pode ser considerável.

Técnicas de Nuss e Ravitch

Se a deformidade causa constrangimento, dificuldade com exercícios ou qualquer sintoma cardiorrespiratório, vale buscar avaliação especializada. Os exames incluem tomografia de tórax para calcular o Índice de Haller, ecocardiograma e teste de função pulmonar.

CondiçãoTécnicaComo funciona
Pectus escavatumTécnica de NussUma ou duas barras metálicas introduzidas por pequenas incisões laterais, posicionadas atrás do esterno, corrigindo a depressão imediatamente
Pectus carinatum (casos complexos)Técnica de RavitchRessecção das cartilagens costais alteradas e reposicionamento do esterno — indicada em deformidades mais rígidas ou assimétricas
Pectus carinatum (casos selecionados)Nuss modificada / órteseBarra por pequenas incisões ou colete compressivo externo, conforme a flexibilidade das cartilagens e a idade do paciente

Tempo da barra e retirada

As barras da técnica de Nuss permanecem por cerca de três anos, tempo suficiente para o tórax se remodelar na nova posição. A retirada é feita em um procedimento simples e mais rápido que a cirurgia inicial.

O Dr. Miotto avalia cada caso individualmente e discute com o paciente e sua família qual abordagem oferece o melhor resultado, sempre com total transparência sobre o procedimento e a recuperação.

Dúvidas sobre pectus

PPectus escavatum precisa sempre de cirurgia?

Não. Casos leves, sem sintomas funcionais e sem grande impacto psicológico, podem ser apenas acompanhados. A cirurgia é indicada quando há compressão cardiopulmonar documentada, intolerância ao exercício ou impacto significativo na autoestima.

PQual a idade ideal para operar?

A técnica de Nuss tem melhores resultados entre o final da infância e a adolescência — geralmente entre 12 e 18 anos. Adultos também podem ser operados, com planejamento específico.

PA barra de Nuss dói muito?

Há dor no pós-operatório imediato, controlada com analgesia adequada, incluindo bloqueios nervosos quando indicado. O desconforto melhora significativamente nas primeiras semanas.

PQuanto tempo a barra fica no corpo?

Cerca de três anos. A retirada é feita em um procedimento simples e mais rápido que a cirurgia inicial.

PPectus carinatum tem tratamento sem cirurgia?

Em casos selecionados, com cartilagens ainda flexíveis, a órtese compressiva (colete) pode corrigir a deformidade sem cirurgia. Em cartilagens mais rígidas, a cirurgia costuma ser necessária.

Dr. André Miotto — especialista em pectus escavatum e carinatum

Responsável pelo procedimento

Dr. André Miotto

Cirurgião Torácico · EPM/UNIFESP
Mestre e Doutor em Cirurgia — UNIFESP
Professor da disciplina de Cirurgia Torácica

CRM 139035-SP  ·  RQE 58276

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