Deformidades da Parede Torácica · EPM/UNIFESP
Pectus Escavatum
e Carinatum
"Peito escavado" e "peito de pombo" — deformidades corrigíveis, com técnicas cirúrgicas consagradas e resultados estéticos e funcionais excelentes.
Duas deformidades, mecanismo semelhante
O que são o pectus escavatum e carinatum?
Ambas as condições surgem do crescimento anormal das cartilagens costais durante o desenvolvimento, mas se manifestam de formas opostas: no escavatum, o esterno é empurrado para dentro; no carinatum, é empurrado para fora.
Pectus Escavatum
O "peito escavado" ou "peito de sapateiro" é a deformidade congênita da parede torácica mais comum — afeta cerca de 1 em cada 400 pessoas, mais frequente em homens. Em casos moderados a graves, a depressão pode comprimir o coração e os pulmões.
Pectus Carinatum
O "peito de pombo" ou "peito de quilha" — o esterno se projeta para fora. Mais comum em meninos, costuma se tornar mais evidente durante o estirão do crescimento na adolescência. Raramente causa sintomas funcionais graves.
Corte transversal do tórax — vista superior esquemática
Ilustração esquemática, sem fins anatômicos exatos — apenas para visualizar a direção do desvio do esterno em cada condição.
Sinais
Sintomas mais comuns
Escavatum
Muitos pacientes com pectus leve não têm sintomas além da alteração estética, que por si só já pode causar grande impacto na autoestima — especialmente na adolescência. Nos casos mais profundos, pode haver intolerância ao exercício, cansaço fácil, palpitações, dor torácica e compressão cardíaca com alterações ao ecocardiograma.
Carinatum
Na maioria dos casos, não causa sintomas físicos — a principal queixa é estética, com a saliência do esterno visível mesmo sob a roupa. Alguns pacientes relatam dor local nas cartilagens costais e dificuldade para dormir de bruços. O impacto psicológico, especialmente em adolescentes, pode ser considerável.
Tratamento
Técnicas de Nuss e Ravitch
Se a deformidade causa constrangimento, dificuldade com exercícios ou qualquer sintoma cardiorrespiratório, vale buscar avaliação especializada. Os exames incluem tomografia de tórax para calcular o Índice de Haller, ecocardiograma e teste de função pulmonar.
| Condição | Técnica | Como funciona |
|---|---|---|
| Pectus escavatum | Técnica de Nuss | Uma ou duas barras metálicas introduzidas por pequenas incisões laterais, posicionadas atrás do esterno, corrigindo a depressão imediatamente |
| Pectus carinatum (casos complexos) | Técnica de Ravitch | Ressecção das cartilagens costais alteradas e reposicionamento do esterno — indicada em deformidades mais rígidas ou assimétricas |
| Pectus carinatum (casos selecionados) | Nuss modificada / órtese | Barra por pequenas incisões ou colete compressivo externo, conforme a flexibilidade das cartilagens e a idade do paciente |
Tempo da barra e retirada
As barras da técnica de Nuss permanecem por cerca de três anos, tempo suficiente para o tórax se remodelar na nova posição. A retirada é feita em um procedimento simples e mais rápido que a cirurgia inicial.
O Dr. Miotto avalia cada caso individualmente e discute com o paciente e sua família qual abordagem oferece o melhor resultado, sempre com total transparência sobre o procedimento e a recuperação.
Perguntas frequentes
Dúvidas sobre pectus
Não. Casos leves, sem sintomas funcionais e sem grande impacto psicológico, podem ser apenas acompanhados. A cirurgia é indicada quando há compressão cardiopulmonar documentada, intolerância ao exercício ou impacto significativo na autoestima.
A técnica de Nuss tem melhores resultados entre o final da infância e a adolescência — geralmente entre 12 e 18 anos. Adultos também podem ser operados, com planejamento específico.
Há dor no pós-operatório imediato, controlada com analgesia adequada, incluindo bloqueios nervosos quando indicado. O desconforto melhora significativamente nas primeiras semanas.
Cerca de três anos. A retirada é feita em um procedimento simples e mais rápido que a cirurgia inicial.
Em casos selecionados, com cartilagens ainda flexíveis, a órtese compressiva (colete) pode corrigir a deformidade sem cirurgia. Em cartilagens mais rígidas, a cirurgia costuma ser necessária.
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Responsável pelo procedimento
Dr. André Miotto
Cirurgião Torácico · EPM/UNIFESP
Mestre e Doutor em Cirurgia — UNIFESP
Professor da disciplina de Cirurgia Torácica
CRM 139035-SP · RQE 58276
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