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Cirurgia de Nuss: o que esperar

Por Dr. André Miotto · 19 de agosto de 2026 · CRM 139035-SP · RQE 58276

É comum a família chegar ao consultório já sabendo o nome "cirurgia de Nuss", mas sem entender de fato o que ela envolve. A dúvida mais frequente é simples: dói muito, tira quanto tempo de rotina, e por que existe uma barra de metal dentro do peito depois?

O que é a técnica de Nuss

A cirurgia de Nuss é o método minimamente invasivo mais usado hoje para corrigir o pectus escavatum, a deformidade em que o osso esterno é empurrado para dentro do tórax. Em vez de um corte grande no peito, o cirurgião faz duas pequenas incisões nas laterais do tórax e introduz, guiado por uma câmera (toracoscopia), uma barra metálica curva por trás do esterno. Essa barra empurra o osso para a posição correta e o mantém estável enquanto o próprio corpo se adapta ao novo formato da caixa torácica.

Quando ela é indicada

Nem todo pectus escavatum precisa de cirurgia — muitos casos leves são apenas acompanhados. A indicação cirúrgica costuma vir de uma combinação de fatores: profundidade da depressão (medida pelo Índice de Haller), sintomas como falta de ar ou dor aos esforços, e o impacto psicológico e estético para o paciente. A faixa etária mais favorável costuma ser entre 12 e 18 anos, período em que a parede torácica ainda tem cartilagem mais flexível — mas adultos jovens também podem ser operados quando bem indicados.

Como é a recuperação

A internação após a cirurgia costuma durar entre 3 e 5 dias, com controle de dor sendo a prioridade nos primeiros dias — a barra faz pressão constante no tórax e o desconforto inicial é esperado. Depois da alta, a orientação geral é evitar esportes de contato e torções bruscas do tronco por algumas semanas, com retorno gradual às atividades. A barra permanece no local por cerca de 2 a 3 anos, tempo suficiente para o tórax "aprender" o novo formato, e é removida em um segundo procedimento, mais simples que o primeiro.

Um convite à avaliação individual

Cada tórax responde de um jeito à deformidade, e a decisão de operar — e o momento certo para isso — depende de exame físico, imagem e conversa franca sobre expectativas. Se você ou seu filho convivem com essa dúvida, vale buscar uma avaliação especializada para entender as opções com calma.

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Este conteúdo é educativo e não substitui a consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente por um especialista.
Dr. André Miotto — Cirurgião Torácico CRM 139035-SP · RQE 58276 · Hospital São Luiz Itaim e Vila Nova Star (Rede D'Or), São Paulo